Fracasso nas Manifestações Pró-Bolsonaro e Indícios de Conformação do Ex-Presidente
As manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, realizadas ontem, 16 de março de 2025, em diversas cidades do país, ficaram marcadas por uma expressiva baixa adesão popular. Em Copacabana, Rio de Janeiro, onde se esperava a presença de um milhão de pessoas, apenas cerca de 18 mil compareceram, segundo levantamento do Monitor do Debate Político no Meio Digital da Universidade de São Paulo (USP).
O evento contou com a presença de figuras políticas de destaque, como os governadores Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Tarcísio de Freitas (São Paulo), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Mauro Mendes (Mato Grosso), além do próprio Bolsonaro. A pauta central do protesto foi a pressão sobre o Congresso Nacional para aprovar um projeto de anistia aos envolvidos nos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023.
Durante seu discurso, Bolsonaro adotou um tom mais moderado, afirmando que não pretende deixar o país para evitar uma eventual prisão. Ele declarou: "Eu entendo que é melhor ficar aqui", demonstrando uma postura de enfrentamento às acusações que lhe são imputadas. Essa mudança de postura indica uma possível conformação de Bolsonaro diante da possibilidade de prisão. Em entrevistas recentes, ele reconheceu que pode ser preso a qualquer momento, classificando essa perspectiva como "horrível", mas afirmando que enfrentaria a situação sem reclamar.
Analistas políticos interpretam a baixa adesão às manifestações e o tom mais moderado de Bolsonaro como sinais de seu enfraquecimento político e de uma possível preparação para enfrentar as consequências legais de seus atos. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, avaliou o ato como um fracasso e um indicativo do declínio da influência do ex-presidente.
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